Vazio
Um certo dia, um certo acontecimento, uma certa pessoa.
Há alturas na vida em que paramos e que vemos realmente o que está à nossa volta! Como podemos sentir um vazio tão grande dentro de nós, vazio esse que nos vai corroendo a alma e o tempo passa sem que nos apercebamos disso.
Paramos, olhamos para o lado e as mãos que sempre juraram lá estar, não estão. Não porque precisássemos delas, apenas olhámos por olhar, como olhamos para as pessoas estranhas na rua.
Perguntamo-nos o porquê, sentimos que demos tudo, que a nossa mão nunca falhou. Inconscientemente começamos a relembrar todas as situações à procura de um motivo, da razão! Era tão mais fácil apontares e acusares-me dos meus erros, mostrares-me o quanto errada estou.
Não, o que sentimos é um vazio causado pela dúvida, pela incerteza, pela desilusão. Todas as promessas feitas, hoje parecem-me brincadeiras de crianças. A criança que em mim nunca morreu porque até hoje acreditei em todas as tuas palavras!
Agora, resta-me o meu vazio, sem que nunca te consiga dizer o quanto ele dói.
Cansamo-nos de dar novas oportunidades, sempre com a esperança que desta vez seja diferente, sem nunca entender o porquê, mas acreditando sempre!

O amanhã... quem sabe como será...

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